7º CONGRESSO CNTSS/CUT: Resistir ao Golpe e Lutar pela Democracia foram destaques nos Debates travados pelos Trabalhadores

25/01/2017

 

Delegados presentes ao 7º Congresso da CNTSS/CUT discutiram os desafios da Seguridade Social no atual cenário do Brasil 

Os trabalhadores da Seguridade Social tiveram uma agenda importante ainda no final de 2016, com a realização, entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro, do 7º Congresso da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social. O evento, que aconteceu em Atibaia, interior de São Paulo, reuniu cerca de 400 participantes entre delegados, observadores e convidados para discutir “A Seguridade Social no atual cenário do Brasil”. O 7º Congresso foi precedido pelo 3º Encontro Nacional das Mulheres da Seguridade Social.

 

Foram quatro dias de muito debate com a participação de vários representantes dos universos acadêmico, sindical e social. Os delegados debateram temas específicos da Seguridade Social a partir das experiências cotidianas das lutas em seus Estados. A programação previa ainda as eleições da nova Direção e do Conselho Fiscal e a aprovação do Plano de Lutas da Confederação para o quadriênio 2016 a 2020. Para auxiliar nos trabalhos, foi realizada, em 29/11, uma mesa de debates para apresentação de uma análise sobre as conjunturas nacional e internacional.

 

A mesa de expositores foi composta com o economista, cientista político e professor da FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, William Nozak, o secretário Geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre, o secretário Regional da ISP – Internacional de Serviços Públicos, Jocélio Drummond, e o representante do Sindicato Norte-Americano SEIU, José Simões. Maria Aparecida Faria, secretária de Mulheres da CNTSS/CUT e secretária Geral Adjunta da CUT Nacional, participou como debatedora.

 

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Sérgio Nobre, que representou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, avaliou a situação nacional a partir da implementação do golpe que levou ao poder o ilegítimo Michel Temer. Para ele, o golpe só será derrotado se a classe trabalhadora lutar contra. Deve ser construído um movimento de esquerda para garantir a resistência ao golpe. Cabe aos movimentos social e trabalhista lutarem contra esta situação. Cita, ainda, que a conjuntura é muito dinâmica e que os trabalhadores devem estar atentos para trazer de volta a democracia para que o país possa voltar a crescer e garantir, assim, o bem-estar do povo brasileiro.

 

Em entrevista, Nobre diz que o 7º Congresso da CNTSS/CUT acontece em um momento muito especial da vida brasileira em que o golpe contra a democracia coloca em risco as conquistas da sociedade e dos trabalhadores. “A CNTSS/CUT é um Ramo muito importante para nossa Central. Vejo que os delegados têm consciência do momento que estamos vivendo. Todos têm a compreensão da importância de cada vez mais aumentar as mobilizações e lutar para que as informações cheguem até a classe trabalhadora. A tarefa de todos nós é trazer a classe trabalhadora para a luta contra o golpe e pela retomada da democracia”, afirma.

 

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 O presidente da CNTSS/CUT, Sandro Cezar, já durante a mesa de abertura do evento, realizada na noite de 28/11, destacou que o 7º Congresso se constituía como uma oportunidade para avaliar as conquistas deste último triênio ao mesmo tempo em que se estruturam novas estratégias que serão representadas no Plano de Lutas.  “Estes três últimos anos não foram fáceis. Tivemos um golpe onde foi tirada do governo uma presidenta eleita pelo voto direto de mais de 54 milhões de eleitores. Hoje vivemos um momento muito complicado da conjuntura nacional. Tenho muita esperança que vamos construir um bom Plano de Lutas e uma plataforma estratégica para nossos trabalhos, ” destaca.

 

 “O grande ensinamento deste Congresso é que os trabalhadores reagem quando colocados em situação de dificuldade. Nós teremos uma pesada luta contra a volta do modelo neoliberal ao Brasil. Enquanto o resto do mundo vem descartando este receituário, aqui os defensores desta corrente trazem de volta de forma ainda mais acentuada. Tenho certeza que os trabalhadores vão construir resistência. Vamos construir, sobretudo, a possibilidade de mudança e garantir a volta ao Brasil de um projeto de desenvolvimento nacional. Um projeto que atenda aos anseios do povo que possibilite a sociedade continuar avançando. E isto que esperamos para o próximo momento, ” sentencia o presidente.

 

Os delegados elegeram, na quarta-feira, 30/11, a nova Direção Nacional da Confederação. A posse dos dirigentes foi dada durante a programação do Congresso na presença das lideranças sindicais vindas dos vários estados e do Distrito Federal. O processo eleitoral, que contou com a apresentação de Chapa Única, elegeu, por unanimidade, os novos dirigentes para o quadriênio 2016 a 2020 respeitando a paridade de gênero. São critérios estabelecidos no Estatuto da CUT – Central Única dos Trabalhadores observados por suas entidades filiadas. Foram eleitos a Executiva Nacional, a Direção Nacional, o Conselho Fiscal e Suplentes do Conselho Fiscal. A novidade deste ano é que os cargos de suplentes foram incorporados na Direção Nacional (clique aqui e veja a relação com a nova Direção).

 

Durante o 7º Congresso foram feitas várias entrevistas rápidas com delegados e delegadas para saber o que estavam achando dos temas trabalhados e a expectativa para a elaboração do Plano de Lutas para o próximo quadriênio. São depoimentos importantes que ilustram como foi se construindo o dia a dia do 7º Congresso.  Veja também o depoimento da Tesoureira de FENAS, Lucimeri Sampaio Bezerra:

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Tenha acesso à galeria de vídeo com as entrevistas dos delegados: https://goo.gl/ascuqX


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT


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